Tio de Guilherme Boulos é atropelado após discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, em SP
A Justiça de São Paulo negou nesta terça-feira (20) o pedido de prisão preventiva de Amilton Jusselino Rodrigues, investigado por atropelar e matar Carlos Boulos, de 80 anos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.
O juiz Daniel de Medeiros Silva Corró, porém, recebeu a denúncia do Ministério Público e determinou medidas cautelares, entre elas a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O atropelamento ocorreu na noite de sábado (3), na Avenida 23 de Maio, no Centro de São Paulo, após uma discussão de trânsito. Carlos caiu, bateu a cabeça e morreu dias depois.
A autoridade policial e o Ministério Público haviam solicitado a prisão preventiva de Amilton, alegando a fuga do local do crime e a necessidade de garantir a ordem pública. O magistrado, porém, entendeu que os requisitos legais para a prisão não estavam integralmente preenchidos naquele momento.
Além da suspensão da CNH, foram determinadas outras medidas cautelares: comparecimento mensal em juízo e proibição de alterar o endereço ou se ausentar do domicílio sem autorização judicial.
Na decisão, o juiz estabeleceu o prazo de dez dias para que a defesa do investigado apresente resposta escrita à acusação. Também determinou a realização de exames periciais e necroscópicos para esclarecer as circunstâncias do caso.
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