A Meta recusou um pedido do governo federal para criar um canal direto de atendimento a casos urgentes envolvendo jornalistas e veículos de comunicação. A proposta buscava agilizar a resposta a ameaças, assédio, ataques digitais e bloqueios de contas.
O pedido foi apresentado pelo Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, coordenado pela Secretaria Nacional de Justiça.
Segundo nota conjunta de representantes do Ministério da Justiça e da Secretaria de Comunicação Social, divulgada na tarde desta terça-feira (20/10), a empresa formalizou a negativa em 16 de outubro.
Na resposta, a Meta alegou dificuldades técnicas, jurídicas e operacionais e afirmou que o canal poderia representar a “assunção de novas obrigações regulatórias”.
A companhia também sustentou que aplica suas políticas igualmente a todos os usuários e que os canais gerais de atendimento seriam suficientes.
Para casos relacionados às eleições, a empresa indicou o contato institucional já existente com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na nota, os representantes do governo criticaram a resposta da empresa de Mark Zuckerberg e defenderam um atendimento específico para proteger profissionais da imprensa nas plataformas.
