As restrições comerciais impostas após a identificação de um caso de doença de Newcastle em Santa Catarina devem ser revertidas em grande parte até o fim de novembro, com impacto limitado sobre as exportações brasileiras de carne de frango. A avaliação é de Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, em entrevista ao CNN Agro News.
Segundo o analista, o Brasil já adotou o autoembargo para as exportações de produtos avícolas à China e à Malásia, conforme os protocolos sanitários estabelecidos com esses países. Outros destinos também suspenderam as compras de produtos provenientes de Santa Catarina.
Iglesias estima que, caso China e México suspendam as importações de carne de frango brasileira pelo mesmo período observado no episódio de 2024, em Anta Gorda (RS), o prejuízo poderá chegar a US$ 139 milhões. A possibilidade de regionalização das restrições chinesas, no entanto, pode reduzir os impactos sobre o setor.
“Já tem notícias de que o embargo da China será regionalizado, então essa é uma boa notícia”, afirmou.
Nesse cenário, os produtos que deixarem de ser exportados por Santa Catarina poderão ser redirecionados para unidades de outros estados, especialmente Paraná e Rio Grande do Sul. O analista destacou que as principais indústrias do setor mantêm instalações nas três unidades da Federação, o que facilita a reorganização das operações.
Iglesias também citou a capacidade de resposta sanitária do Brasil como um fator que pode acelerar a retomada das exportações.
