Cientistas norte-americanos reviveram rins de porcos que estavam congelados por até um ano em temperaturas de -150 ºC. A comprovação veio após os órgãos serem reaquecidos e transplantados. No corpo dos animais, eles recuperaram a cor rosada e ainda conseguiram produzir urina, evidenciando que tinham um funcionamento adequado.
A descoberta, liderada por pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, teve os resultados publicados em versão pré-print no bioRxiv na quinta-feira passada (14/10). Ou seja, o trabalho ainda precisa ser avaliado por outros cientistas independentes.
Caso o estudo seja, de fato, comprovado, a ação pode se tornar uma alternativa promissora para que, no futuro, órgãos humanos possam passar mais tempo armazenados até o encontro de uma pessoa para doar. Atualmente, o prazo para levá-los ao receptor correto antes que a preservação fique prejudicada é de 24 a 36 horas, um limite bastante apertado.
Além disso, tornar os órgãos mais resistentes à ação do tempo pode ajudar a impedir a rejeição deles no corpo e diminuir a necessidade de ingestão de medicamentos que suprimem o sistema imunológico entre os transplantados.
Como foi feito o processo de descongelamento dos rins?
Para o processo, os cientistas utilizaram uma técnica chamada vitrificação, na qual eles resfriam células a temperaturas muito baixas, transformando-as em algo semelhante a vidro. Ela é bastante usada para guardar óvulos, espermatozoides e embriões.
