Uma criança enterrada há cerca de 1.750 anos na atual Bulgária foi encontrada com dois brincos de ouro e uma moeda de bronze que pode ter sido colocada junto ao corpo para garantir sua passagem para a vida após a morte. A sepultura faz parte de um cemitério romano com 135 túmulos, descoberto em escavações na cidade de Stara Zagora, e oferece pistas sobre as crenças funerárias da antiga Trácia, região incorporada ao Império Romano no século 1 d.C.
O túmulo foi localizado durante escavações de resgate, realizadas antes da construção de um complexo de apartamentos e de um estacionamento. Esse tipo de trabalho busca documentar vestígios históricos em áreas que serão alteradas por obras. A necrópole foi usada do final do século 2 ao século 5 d.C., período de quase três séculos de práticas funerárias.
Na sepultura da criança, a cabeça estava voltada para o oeste e os pés para o leste. Os únicos objetos registrados foram os brincos e a moeda. Segundo a Agência de Notícias Búlgara, as peças de ouro estavam surpreendentemente bem preservadas. As joias, porém, não permitem identificar a criança nem afirmar que sua família pertencia às camadas mais ricas da sociedade. Tampouco se sabe como ela morreu.
A moeda foi cunhada em 274 ou 275 d.C.
Anéis e moeda de ouro em túmulo de criança romana seriam para pagar "taxa" do submundo
