O ex-vereador Milton Leite (União) deixou a Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, e os agentes o levaram para o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos na manhã desta terça-feira, 20. A polícia efetuou a transferência depois de uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre supostos privilégios que a direção concedeu ao político. A polícia mantém Leite preso desde o dia 18 de setembro por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em um esquema de transporte público. As informações são do portal Metrópoles.
A decisão de transferi-lo ocorreu em meio ao avanço das apurações sobre o tratamento diferenciado. Três delegados, um investigador e um carcereiro que atuavam em Mogi das Cruzes foram afastados das funções. Leite saiu da unidade por volta das 9h.
A mudança de unidade prisional busca interromper as irregularidades apontadas pelos investigadores. O MP-SP identificou que o ex-vereador recebia privilégios que não são permitidos aos demais presos da carceragem. A defesa dele nega que houvesse qualquer tipo de favorecimento.
Uma denúncia anônima levou o MP-SP a apurar o caso. Os investigadores descobriram que o político recebia visitas fora dos dias e horários autorizados, inclusive à noite e aos fins de semana. Entre os nomes que teriam ido ao local sem autorização formal estão Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e os deputados estaduais Delegado Olim (PP) e Rogério Franco (PL).
