A ausência de controle de pragas, doenças e plantas daninhas nas lavouras de soja poderia reduzir a produção brasileira em uma média de 121,3 milhões de toneladas e elevar os preços de alimentos, com impacto estimado de 0,26 ponto percentual no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). A estimativa faz parte de um estudo que calculou em R$ 223,5 bilhões o valor econômico da produção perdida em um cenário simulado sem manejo fitossanitário.
Desenvolvido pela UFV (Universidade Federal de Viçosa) em cooperação técnico-científica com a CropLife Brasil, que representa as empresas de insumos, o estudo combina dados oficiais de produção, informações sobre a ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas e modelos de danos baseados na literatura científica. Foram feitas 10 mil simulações por estado para cada situação analisada.
Na situação mais crítica analisada, a redução da oferta em relação à produção potencial chega a aproximadamente 65% nos principais estados avaliados. Nesse cenário, o preço da soja poderia subir até 49%, segundo o estudo.
A pesquisa também avaliou como uma alta no preço do grão pode repercutir em outros alimentos. Uma elevação de 10% na cotação da soja, por exemplo, poderia resultar em aumentos de 4,6% no óleo de soja, 1,7% no leite e 1,1% nos ovos, conforme as estimativas do modelo.
A relação ocorre porque a soja abastece diferentes cadeias produtivas.
