O investimento em rotas logísticas alternativas no Golfo Pérsico para mitigar o impacto da guerra com o Irã poderia tornar o Estreito de Ormuz “desnecessário” nos próximos cinco anos, afirmou nesta terça-feira (20) Georges Elhedery, presidente-executivo do Grupo HSBC.
O conflito destacou a forte dependência mundial dessa via navegável estratégica, pela qual passava anteriormente um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.
Isso está forçando os países do Golfo Pérsico a direcionar recursos para o desenvolvimento de dutos de energia até os portos, investimentos que, segundo Elhedery, permitirão que a região supere as consequências do conflito.
“Acreditamos que essa região será capaz de se recuperar e, em seguida, continuar crescendo. Isso exigirá muitos investimentos”, disse o presidente-executivo do banco durante o evento HSBC Future Forum, em Dubai.
“É claro que desejamos e esperamos ver uma resolução para o conflito… Mas o Estreito de Ormuz, provavelmente daqui a cinco anos, pode se tornar obsoleto”, acrescentou.
O Oriente Médio, o Norte da África e a Turquia estão oferecendo US$ 872 bilhões em pacotes de projetos individuais, parte de um portfólio mais amplo de infraestrutura planejado e ainda não concedido, no valor de US$1,4 trilhão, informou o HSBC em um relatório na segunda-feira (19), citando dados da MEED, uma plataforma de inteligência de mercado do setor de construção com sede em Dubai.
