A indústria brasileira de carne bovina está retomando gradualmente a produção destinada à China para atender à cota de exportação de 2027. A expectativa é que o limite seja preenchido mais cedo do que neste ano, mas ainda não há uma previsão precisa sobre quando isso ocorrerá, segundo Roberto Perosa, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).
Durante coletiva de imprensa na SIAL (Salão Internacional da Alimentação) Paris, nesta segunda-feira (19), Perosa afirmou que os frigoríficos estão reorganizando a produção e os embarques para atender ao mercado chinês a partir de janeiro, quando começa a valer a nova cota.
“Não são todos que estão full já, mas estão voltando gradativamente à produção de carne para a China”, afirmou.
A cota brasileira passará de 1,106 milhão de toneladas em 2026 para 1,128 milhão de toneladas em 2027, um aumento de aproximadamente 2%.
Segundo Perosa, o ritmo de produção dos primeiros meses do próximo ano será determinante para estimar quando o limite será atingido.
“A depender do primeiro mês, do segundo mês, nós vamos saber quando nós vamos ter a cota, até quando nós vamos ter a cota”, declarou.
Estoques chineses e preço do boi preocupam indústria
Além do limite de exportação, o setor acompanha o comportamento da demanda chinesa e os efeitos sobre os preços do boi gordo no Brasil.
