SÃO LUÍS - O avanço da tecnologia e o uso de inteligência artificial vêm facilitando a atuação de criminosos no chamado "golpe do falso advogado", fraude que mira pessoas com processos judiciais em andamento. Utilizando fotos, nomes reais, números de OAB e até recursos como deepfake de voz, os estelionatários entram em contato via WhatsApp solicitando pagamentos sob o pretexto de liberar indenizações ou precatórios.
Em entrevista ao Atualidades desta terça-feira (20), o advogado Felipe Figueiredo explicou que para não cair na armadilha, a orientação principal é desconfiar de qualquer número novo, mesmo que a mensagem ou áudio pareça legítimo, e confirmar a abordagem diretamente pelo telefone habitual do profissional ou escritório.
Caso a pessoa seja vítima e efetue alguma transferência, medidas imediatas devem ser tomadas para tentar recuperar o valor e resguardar seus direitos. O primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia presencial ou online e reunir todas as provas, como prints de conversas, comprovantes e chaves Pix. Em seguida, a vítima deve acionar o banco onde mantém conta para solicitar a ativação do Mecanismo Especial de Devolução (MED), recurso do Pix que permite o bloqueio do dinheiro na conta de destino e cuja análise pode levar até 80 dias, além de informar o profissional lesado e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
"O mecanismo especial de devolução é mais focado para a questão da transferência via Pix.
