Flávio Bolsonaro tem uma lista de amigos duvidosos. Milicianos, Queiróz, Santini, entre muitos outros. Parecia que a relação com Vorcaro tinha sido a mais lucrativa e suspeita. Pode ser que não. A amizade entre o senador e o advogado Willer Tomaz é investigada pela Polícia Federal, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas. O caso, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF), acendeu um alerta na sua campanha, que acredita que o inquérito avança rápido demais.
O nome de Flávio teria aparecido em mensagens trocadas com Willer. A investigação busca esclarecer a natureza das relações financeiras entre os dois e eventuais vínculos com empresas de apostas.
Willer é sócio da Cathedral Holdings, offshore registrada na Ilha da Madeira, em Portugal. A empresa é proprietária da Rede Loto, que obteve em maio de 2023 uma licença da Loterj, durante o governo de Cláudio Castro (PL). Segundo o Metrópoles, a companhia lançou marcas de apostas que tiveram operações breves ou pouco divulgadas. Por quê?
A Cathedral também pagou voos de Flávio entre Portugal e França em 2025, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. Outra offshore ligada a Willer, a Alcazar Holdings, era proprietária de uma cota do jato Legacy 650 utilizado pelo senador em uma viagem dos Estados Unidos ao Brasil. O avião também teve participação associada ao banqueiro Daniel Vorcaro.
