A produção francesa de milho deve cair pela metade este ano, para 7 milhões de toneladas métricas, após uma redução nas áreas plantadas e um clima excepcionalmente quente e seco que devastou as plantações, informou na terça-feira (20) a AGPM, associação de produtores de milho.
Esse seria o nível mais baixo desde 1976, em comparação com as 13,7 milhões de toneladas colhidas no ano passado, informou o grupo.
“O pior já aconteceu”, disse o presidente da AGPM, Franck Laborde, a repórteres, atribuindo a queda às ondas de calor causadas pelas mudanças climáticas e às restrições da França ao armazenamento de água, o que impediu os agricultores de usar a água que poderia ter sido coletada durante um inverno excepcionalmente chuvoso.
A França sofreu um dos piores períodos de calor e seca já registrados, com temperaturas recordes na maior parte do país entre maio e agosto, prejudicando as safras, as pastagens e o abastecimento de água.
A crise levou o governo a anunciar um pacote de ajuda de 1,3 bilhão de euros e a se comprometer a ampliar o armazenamento de água para a agricultura.
Mas Laborde afirmou que é necessária mais ajuda, caso contrário muitos agricultores não plantarão grãos antes da próxima safra.
“Sem fluxo de caixa imediato, não haverá próxima safra”, disse ele.
A queda na produção de milho reduziria as vendas do setor em 2,5 bilhões de euros, com um impacto adicional nas vilas onde a agricultura é a principal fonte de renda, disse Laborde.
