O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira, 19, as saídas temporárias de presos, conhecidas como saidinhas. Em sabatina ao SBT News, ele justificou seu veto, em abril de 2024, à restrição do benefício.
“É uma questão de direito das pessoas de conviverem em família”, declarou. “Afinal das contas, o sistema prisional deve ter como objetivo a tentativa de recuperar as pessoas”, acrescentou.
Lula afirmou que a conduta de poucos não deve prejudicar os demais presos. “Não podemos, por causa de dois ou três, punir centenas de pessoas. Nós acreditamos na possibilidade de recuperar”, disse.
O senador Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno das eleições, criticou as saidinhas no debate da Band, no domingo 18. Ele citou o homicídio de Renata Telles, na véspera do Natal de 2023, cometido por um preso que havia deixado a prisão para o período natalino. Na ocasião, porém, Lula defendeu o direito aos presos.
Além disso, na sabatina, o presidente voltou a defender uma análise da gravidade dos delitos. “Quem for soltar tem que analisar se a pessoa cometeu um crime grave", disse. Segundo ele, não pode haver soltura de quem cometeu crime hediondo, como estupro.
Lula defende redução da maioridade penal
Lula também defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. O petista também explicou porque mudou de posição sobre o tema.
