A Prefeitura de São Paulo afirmou que um servidor municipal vazou ilegalmente dados do Smart Sampa, sistema de monitoramento por câmeras da capital paulista. Segundo a administração municipal, o funcionário foi identificado, afastado e é investigado pela Corregedoria da GCM (Guarda Civil Metropolitana).
Além disso, o órgão nega que o episódio tenha ocorrido por uma falha de segurança da plataforma.
Em reportagem publicada nesta terça-feira (20), o UOL informou que dados sigilosos do sistema ficaram expostos na internet por cerca de 11 meses. Segundo o veículo, o material permitia o acesso indevido a imagens de mais de 58 mil câmeras conectadas ao Smart Sampa, incluindo equipamentos instalados em ruas, escolas, creches e hospitais.
O UOL também relatou que o repositório continha 181 logins e senhas de usuários autorizados, dados de mais de 6 mil agentes de segurança e instruções para reproduzir o sistema em computadores ou celulares.
Em nota, a prefeitura classificou o episódio como um ato criminoso praticado por um dos mais de 7.500 agentes de segurança. A administração municipal afirmou que não houve uso indevido da plataforma e contestou a caracterização do caso como uma falha de segurança.
Prefeitura diz que repositório foi retirado do ar
Segundo a prefeitura, o repositório disponibilizado ilegalmente na internet foi retirado do ar pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana. O órgão também afirmou que o material não continha senhas de acesso.
