Após caos em protestos, cidades da França decretam toque de recolher
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, acusou nesta terça-feira (20) grupos radicais de extrema esquerda de elaborar um “plano insurrecional” que levou a tumultos violentos no fim de semana, à margem de protestos realizados em todo o país contra o custo de vida.
Durante uma tumultuada sessão do Parlamento, Lecornu condenou “o planejamento, em determinados locais, de um plano insurrecional liderado por grupos de extrema esquerda e setores radicais da esquerda”.
Ele acrescentou que as autoridades não tolerariam que esses grupos “marchassem até o Eliseu ou Matignon”, em referência aos escritórios e residências oficiais do presidente e do primeiro-ministro em Paris.
No último fim de semana, cerca de 500 mil pessoas tomaram as ruas da França durante protestos que chacoalharam o país. Os atos ganharam força após o início de um simples protesto estudantil, que evoluiu para reivindicações sociais mais amplas e desencadeou uma onda de manifestações pela Europa.
▶️ Contexto: O movimento começou em setembro, quando estudantes bloquearam o acesso a uma escola na região de Paris para exigir mais recursos para a instituição. Logo, alunos de outras escolas aderiram aos protestos, e as manifestações se espalharam pelo país.
Os estudantes passaram a reivindicar melhores condições nas salas de aula, mais professores e mais recursos financeiros.
Primeiro-ministro francês culpa grupos de extrema-esquerda por 'plano insurrecional' nos distúrbios do fim de semana
