Esta é a eleição mais indefinida da história. Não dá para cravar quem vencerá a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Mas um problema já está colocado para quem assumir a Presidência em janeiro: a continuidade do choque do petróleo provocado pela guerra de Donald Trump no Oriente Médio.
Nesta terça-feira (20/10), o barril Brent chegou a US$ 111,75, com alta superior a 2%, no maior patamar desde maio. Navios atingidos por minas no estreito de Hormuz, ataques dos houthis e negociações de paz sem avanço renovaram o temor de interrupções no fornecimento. A guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã continua cobrando seu preço do restante do mundo.
O Brasil vive os dois lados desse choque. Como exportador de petróleo, recebe mais pela valorização do produto. Mas a alta também pressiona os combustíveis, os transportes e a inflação. Ganhar com a exportação não significa que o consumidor esteja protegido na bomba.
