Quem sobrevoa a taiga (floresta boreal) no norte da região de Irkutsk, na Sibéria, impressiona-se ao dar de cara com uma cratera de 40 metros de altura e 160 metros de largura.
Os cientistas tentam entender a formação geográfica - que se assemelha a um alto-falante gigante em meio à paisagem - desde 1949, quando foi catalogada pelo geólogo Vadim Kolpakov. Mas sua origem, 210 km ao norte da cidade de Bodaibo, ainda é um mistério 77 anos depois.
Batizada de cratera de Patom (ou Patomskij), o local possui 1 milhão de toneladas de calcário, além de fragmentos de rochas como arenitos e xistos. A hipótese de que a queda de um fragmento do meteorito Tunguska, que caiu na taiga siberiana em 1908, poderia ter causado a abertura na vegetação foi inicialmente cogitada, mas descartada após estudos.
De lá para cá, o local também ficou conhecido por outros nomes, como cone de Kolpakov e Ninho da Águia do Fogo. Para entender a cratera, são estudadas mudanças na largura dos anéis de crescimento, a idade das árvores ao redor, os troncos inclinados ou danificados perto das encostas, além da procura de marcas que comprovem deslocamento de blocos de rocha.
Por falta de financiamento, a primeira expedição científica complexa só visitou o local em 2005, sem encontrar respostas.
