A Justiça Federal em Goiás condenou quatro pessoas por lavagem de dinheiro em um esquema ligado a uma organização criminosa vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As penas variam de três a 31 anos e seis meses de prisão. A sentença atendeu parcialmente à denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). Outros dois acusados foram absolvidos por insuficiência de provas.
Segundo o MPF, o grupo investigado na Operação Elo Fraco utilizava empresas de fachada e contas bancárias para ocultar a origem de recursos provenientes principalmente do tráfico internacional de drogas.
A organização também teria obtido dinheiro com o comércio ilegal de armas, mas as condenações se referem à lavagem de valores oriundos do tráfico de entorpecentes.
Empresas de fachada movimentavam milhões
De acordo com a denúncia, o esquema tinha uma divisão de tarefas. Um dos líderes coordenava as operações, inclusive quando estava fora do país, enquanto um operador financeiro movimentava os recursos no Brasil por meio de uma distribuidora de bebidas.
Segundo as investigações, a empresa não possuía sede física, nem funcionários e não emitia notas fiscais. Por meio dela, eram realizados pagamentos disfarçados de operações comerciais.
