Uma possível circulação antecipada de informações sobre a operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, nesta terça-feira (20), entrou no radar de pessoas ligadas à investigação. A ofensiva mira vereadores de Cuiabá e Várzea Grande por suspeitas de compra de votos e irregularidades nas eleições das Mesas Diretoras.
Entre os alvos estão Wanderley Cerqueira (MDB), presidente da Câmara de Várzea Grande, Ilde Taques (Podemos), presidente eleito da Câmara de Cuiabá para o biênio 2027-2028, e o vereador cuiabano Alex Rodrigues.
Informações sobre as diligências podem ter chegado antecipadamente ao conhecimento de pessoas ligadas aos investigados. Nos bastidores, também são levantadas hipóteses sobre possíveis trocas de aparelhos celulares e retirada de documentos de endereços relacionados à operação, circunstâncias que poderiam dificultar o trabalho dos policiais.
A possibilidade de vazamento ganhou atenção diante da importância de mensagens, registros de conversas e documentos para o esclarecimento das suspeitas. Não há, até o momento, confirmação pública de que essas medidas tenham ocorrido.
A operação alcança, segundo informações preliminares, 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos alvos.
