O inquérito da PF (Polícia Federal) que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de dívidas vinculadas ao advogado e empresário Willer Tomaz aponta indício de uma movimentação de R$ 130 milhões em três meses.
Segundo trechos da investigação, obtida pela CNN, de março a maio do ano passado, uma conta bancária do advogado e empresário movimentou esse valor, apesar da “aparente incompatibilidade com as atividades econômicas conhecidas”, de acordo com os investigadores.
“A expressividade do montante, somada à curta janela temporal analisada, constitui elemento de interesse investigativo e reforça a necessidade de aprofundar a operação quanto à origem dos recursos”, afirma o relatório da PF.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) emitiu parecer favorável à abertura do inquérito e ao avanço da apuração. O caso é relatado no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo ministro Alexandre de Moraes.
A investigação aponta que o conjunto empresarial relacionado ao advogado apresenta uma “estrutura operacional aparente que não parece compatível com o volume financeiro movimentado”.
“O padrão sustenta a hipótese de utilização dessas estruturas para dificultar a identificação da origem, do destino e do beneficiário final dos valores”, ressaltam os investigadores.
Willer é amigo do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ).
