Viver nos extremos do planeta Terra é uma tarefa que vem acompanhada de desafios. Na Groenlândia, por exemplo, a maior parte do território é coberta de gelo, e apenas 20% dos mais de 830 mil quilômetros quadrados são habitados por humanos, com pouco mais de 50 mil habitantes no total.
O território faz parte do Reino da Dinamarca, mas recebeu autonomia em 1979, com um referendo de autogoverno firmado em 2008.
Quase 90% da população é de origem inuíte, e o fotógrafo diz que o território abraçou essas raízes, moldando políticas a partir de uma perspectiva indígena. Não existe propriedade privada, por exemplo. Não se pode simplesmente chegar e comprar terras. E a maioria das principais indústrias é estatal.
Mas a influência dinamarquesa pode ser vista na arquitetura da Groenlândia e na economia, que é amplamente baseada na pesca. O fotógrafo Kiliii Yüyan afirma que a maioria dos groenlandeses fala tanto dinamarquês quanto o idioma oficial do território, o groenlandês.
“Existe uma identidade nacional muito forte. Independentemente da quantidade de sangue dinamarquês ou de sangue inuit da Groenlândia que você tenha, todos são groenlandeses. Eles se consideram, antes de tudo, groenlandeses”, afirmou Yüyan.
Região de Qaanaaq
Para quem deseja visitar a Groenlândia e experimentar o modo de vida extremo da ilha, Qaanaaq é o destino ideal.
