Em 20 de janeiro de 1948, a prefeitura do Rio de Janeiro lançou a pedra fundamental do Maracanã. O Brasil seria sede da Copa de 1950 e o maior estádio do mundo estava entre as promessas do país para organizar a competição. As obras começaram, efetivamente, em 21 de julho. Entretanto, até o início da construção, foi travada uma batalha entre defensores e contrários à praça de esportes. Em maio, foi criada a Administração dos Estádios Municipais (ADEM), autarquia que, décadas mais tarde, viraria a Suderj. Em uma cerimônia no Palácio Guanabara, em 11 de junho, foi assinado um contrato, no valor de 70 milhões de cruzeiros, com seis empresas para o início imediato das escavações e, posteriormente, das obras. O prazo máximo para a entrega do Maracanã seria de 200 dias e, a cada dia antecipado, os construtores iriam ganhar o equivalente a 1,5% do valor do contrato firmado. Enquanto isso, no escritório das empresas, foi exposta a maquete do estádio.
Para se ter uma ideia de como a construção mexia com a população, naquele mesmo dia, ocorreu um fato curioso, descrito pela imprensa: “(…) pois ontem [11.06.1948], em menos de duas horas, apenas apresentaram-se à ADEM, cerca de 200 operários que desejam trabalhar no estádio.
