Uma estratégia de linguagem corporal usada por Donald Trump (republicano) contra Hillary Clinton (democrata) durante a campanha presidencial dos Estados Unidos de 2016 apareceu em debates eleitorais no Brasil 10 anos depois.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) adotou movimento semelhante ao ficar atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o encontro realizado pela Band no domingo (18.out). No 1º turno, o candidato derrotado do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), também recorreu a uma movimentação semelhante diante de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A tática consiste em deixar o adversário falar enquanto o outro candidato permanece atrás dele, à vista das câmeras. Em vez de ficar restrito ao próprio púlpito, o candidato passa a ocupar o espaço visual do oponente e pode reagir ao discurso com expressões faciais e gestos.
O resultado é uma disputa que não se limita ao conteúdo das falas. A postura corporal, os movimentos e as reações de quem escuta também passam a integrar a cena, com potencial para produzir imagens que circulam nas redes sociais independentemente do restante do debate.
Flávio fez o mesmo com Lula. E, pelas regras do debate da Band, os candidatos podiam andar pelo estúdio e permitiu que essas imagens fossem registradas.
Trump e Hillary
O episódio mais conhecido de uso da estratégia foi registrado no 2º debate entre Donald Trump e Hillary Clinton, em 9 de outubro de 2016. Realizado na Universidade Washington, em St.
