Por anos, os cientistas têm observado uma tendência curiosa: quanto mais você desce abaixo do nível do mar, mais alongados ficam os peixes, lembrando o formato das enguias. Os que vivem mais próximos à superfície marítima costumam ter um corpo mais típico. Mas por que isso acontece?
Um estudo publicado neste ano investigou o assunto. Ao longo do ano passado, a equipe de pesquisadores analisou peixes a partir de 250 e até 6.300 metros de profundidade na costa de Porto Rico. Foram feitos 30 mergulhos de exploração e 1.137 avistamentos de 94 espécies no total. E os dados reunidos a partir dessas observações permitiram tirar algumas conclusões.
Duas explicações são as mais prováveis, talvez sozinhas ou combinadas. A primeira é que, possivelmente, os corpos mais alongados ajudem os peixes de águas profundas a nadar longas distâncias em busca de alimento, os peixes de águas rasas não precisam ir tão longe, por isso são menos alongados. De fato, outras pesquisas corroboram a teoria de que o corpo alongado facilita o nado, inclusive permitindo que alguns peixes nadem para trás, o que facilita na fuga de predadores.
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A outra possibilidade apontada é que um corpo mais longo pode auxiliar esses peixes a perceber melhor o ambiente, isso porque, por serem mais longos, eles têm na lateral do corpo mais sensores, órgãos que os ajudam a detectar movimentos na água.
