São Paulo, O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Militar (PM) deflagraram, nesta terça-feira (20/10), a Operação Garateia, contra um esquema de fraudes em ações judiciais em nome de aposentados e pensionistas. A Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados até o limite de R$ 3,1 milhões.
A operação é fruto de uma investigação iniciada em 2024, quando as autoridades passaram a apurar indícios de que escritórios de advocacia da região de Franca, no interior paulista, estariam usando procurações antigas ou genéricas para propor milhares de ações em nome de aposentados e pensionistas. Em alguns casos, as vítimas não sabiam do esquema.
Segundo levantamento do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram mais de 12 mil ações ajuizadas entre 2022 e 2025.
Uma análise financeira mostra que contas ligadas aos investigados receberam cerca de R$ 10,9 milhões em 3.812 levantamentos de valores depositados em processos judiciais no período de janeiro de 2021 a junho de 2025. A suspeita é de que 25% do total tenha sido transferido a pessoas de fora do grupo.
