A França enfrenta uma das maiores ondas de protestos dos últimos anos, com manifestações que reuniram até 800 mil pessoas no fim de semana, provocaram cerca de 2 mil prisões e deixaram um rastro de destruição em diferentes cidades.
Iniciado por estudantes insatisfeitos com as condições de ensino, o movimento incorporou sindicatos, agricultores e grupos de esquerda. A crise também ampliou a disputa política e fortaleceu a posição da nacionalista Marine Le Pen na corrida presidencial.
Segundo o Ministério do Interior francês, mais de meio milhão de pessoas participaram de aproximadamente 110 marchas no último sábado, 17. A Confederação Geral do Trabalho, um dos principais sindicatos do país, estimou a presença de 800 mil manifestantes.
Embora algumas das mobilizações tenham ocorrido de forma pacífica, grupos violentos depredaram cerca de 1,5 mil estabelecimentos comerciais e atacaram prédios públicos.
Em Limoges, no centro do país, um incêndio criminoso destruiu grande parte da prefeitura. Em Marselha, manifestantes mascarados invadiram um edifício governamental e derrubaram um busto de Marianne, símbolo da República Francesa.
A mobilização começou com estudantes do ensino médio, que denunciam problemas como salas superlotadas, infraestrutura precária, falta de professores e funcionários e insuficiência de recursos para as escolas. Os manifestantes também criticam os critérios de admissão ao ensino superior, considerados por eles excessivamente seletivos.
