A relação entre a Ucrânia e os Estados Unidos enfrenta tensões crescentes em torno do compartilhamento de inteligência, das sanções, dos ataques ucranianos à infraestrutura energética russa e do caminho para a paz.
Também parece haver uma desconfiança mútua cada vez maior entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder ucraniano Volodymyr Zelensky.
Trump acusou Zelensky na segunda-feira (19) de não saber do que estava falando e sugeriu que era “hora de outra pessoa negociar em nome da Ucrânia”.
No fim de semana, Kiev lançou um dos maiores ataques de drones do ano contra a Rússia, atingindo um terminal de petróleo estratégico, em desafio à exigência de Trump de que a Ucrânia parasse de atacar refinarias russas.
A Casa Branca tenta aliviar a pressão sobre os preços do petróleo e do diesel nos EUA antes das cruciais Eleições de Meio de Mandato, já que os preços do diesel estão em um recorde histórico.
Na semana passada, Trump chamou os ataques de Kiev a refinarias de petróleo russas de “vergonha” e disse que Zelensky era mais difícil de lidar do que o líder russo Vladimir Putin.
Em uma entrevista no domingo, Zelensky revidou, dizendo que era “melhor ter parceiros muito abertos e claros do que ter aqueles que são assassinos, mesmo com um sorriso no rosto”, em uma aparente referência à relação de Trump com a Rússia.
