A B3 quer ampliar sua aproximação com pequenas mineradoras e empresas que desenvolvem projetos minerais em estágio inicial, em uma tentativa de atrair companhias que hoje recorrem a bolsas estrangeiras para financiar suas operações no Brasil.
A sinalização foi feita pela diretora de Listagem e Relacionamento da B3, Flávia Mouta, durante o encontro de executivos do setor mineral, promovido pela ADIMB (Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro), em São Paulo na última segunda-feira (19).
Segundo a executiva, a bolsa já mantém relacionamento com grandes mineradoras, mas reconhece a necessidade de avançar na conexão com empresas menores, especialmente aquelas que ainda não iniciaram a produção comercial.
“A gente reconhece que tem um gap aqui e precisa intensificar essa agenda desde o seu momento muito inicial”, afirmou.
O movimento ocorre em um momento de expansão dos investimentos em minerais críticos no Brasil, especialmente terras raras, lítio e cobre. Boa parte dos novos projetos é desenvolvido por empresas conhecidas como junior mining companies, especializadas na pesquisa e no desenvolvimento de depósitos minerais.
Diferentemente de grandes mineradoras, essas companhias geralmente ainda não possuem minas em operação ou receitas provenientes da venda de minérios. Para financiar perfurações, estudos geológicos e testes de processamento, dependem de sucessivas captações junto a investidores.
