A proposta da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) de implementar uma regra de transição para o programa Bolsa Família abriu uma oportunidade para aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)intensificarem as críticas ao “tesouraço” prometido pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A orientação entre os aliados do petista é manter os ataques nos próximos dias.
Um dos motes da campanha petista é associar o “tesouraço” a cortes promovidos pelo governo anterior em programas sociais. O movimento ganhou reforço após a declaração da coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques.
Em entrevista à rádio CBN na Bahia, ela afirmou que beneficiários do Bolsa Família terão um prazo de dois anos para conseguir um emprego formal ou abrir uma empresa.
Caso não tenha sucesso, o cidadão poderá retornar ao programa.
“Quem está no Bolsa Família vai ter regra de transição, como teve na época do presidente Bolsonaro, de dois anos para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada. Com uma regra de transição por dois anos e o retorno automático caso dê errado.
As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é um início de uma jornada”, disse a auxiliar do candidato do PL.
A fala passou a ser explorada por aliados do petista nas redes sociais, que compartilharam um trecho recortado da entrevista, alegando que a medida levaria ao desligamento de beneficiários.
