A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tenta afastar o temor de cortes no Bolsa Família depois que uma declaração da coordenadora econômica, Daniella Marques, deu aos adversários um novo argumento para questionar quais despesas o senador pretende reduzir caso seja eleito presidente.
O desgaste chega na semana em que os beneficiários começam a receber o reajuste concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio no segundo turno de domingo (25/10).
O candidato do PL foi às redes negar que pretenda limitar a dois anos o recebimento do benefício pelas famílias e afirmou que o prazo se aplicaria a quem conseguisse emprego ou abrisse um negócio.
A reação acontece em meio à rodada final de viagens e às vésperas do último debate entre os candidatos. Na quarta (21/10), Flávio deve passar por São Paulo e pelo Ceará, onde aliados trabalham para ampliar sua votação.
Depois, deverá bloquear a agenda e ficar no Rio de Janeiro para se preparar para o confronto da TV Globo, na próxima sexta-feira (23/10). O senador deve encerrar a campanha, no sábado (24/10), com agendas em Minas Gerais e no Rio.
Enquanto se dedica à reta final das eleições, o senador deve, segundo aliados, reforçar falas em defesa de programas sociais, em uma tentativa de manter e ampliar o apoio de eleitores que dependem da assistência do governo.
