Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, avaliou o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial promovido pela TV Bandeirantes, realizado no último domingo (18). Para o especialista, o evento deixou pontas soltas, especialmente no que diz respeito ao eleitor indeciso.
Na análise de Tokarski feita durante o WW, Flávio ocupa uma posição de favoritismo e adota uma estratégia conservadora, apostando em não cometer erros. Já Lula, que largou em segundo lugar, precisaria arriscar mais para reverter o quadro atual.
O peso do eleitor indeciso
Tokarski destacou que cerca de 90% dos eleitores já têm uma preferência definida entre os dois candidatos. No entanto, chamou atenção para os 8,4% do eleitorado que, mesmo tendo declarado voto em algum candidato, afirmam que podem mudar de posição até o dia da eleição.
O Grande Debate: Lula ou Flávio tem mais fôlego para crescer?
“Qualquer pesquisa hoje dá uma vantagem para Flávio em votos válidos entre menos de um, dois, três pontos, não muito mais que isso. 8% do eleitorado que pode mudar de voto é muita gente”, afirmou. Para ele, a eleição ainda está aberta e longe de ser definida.
Estratégias distintas no debate
O especialista observou que os gestos e trejeitos de Flávio durante o debate pareciam inspirados na estratégia adotada por Donald Trump em um debate nos Estados Unidos, quando ficava atrás de Hillary Clinton fazendo expressões para a câmera.
