Uma queda da própria altura, um punho quebrado, uma vértebra que perde altura. Não se deve atribuir tudo ao azar ou à idade: uma fratura após trauma pequeno pode revelar fragilidade e aumenta o risco de outra. Como ortopedista, considero incompleto o cuidado que termina na consolidação: é preciso investigar por que o osso se quebrou.
No Dia Mundial da Osteoporose, em 20 de outubro, o alerta é preservar a independência. A doença costuma ser silenciosa até a fratura. Não significa apenas ter menos cálcio: há perda de massa e deterioração da estrutura interna do osso. Densidade e resistência não são sinônimos.
O que o exame diz - e o que não diz
A queda do estrogênio na transição menopausal acelera a perda óssea, mas osteoporose não é consequência inevitável de completar 40, 45 ou 50 anos. Menopausa precoce, baixo peso, corticoides e doenças hormonais ou de má absorção podem antecipar a fragilidade. Homens também adoecem.
Após a menopausa e em homens a partir dos 50 anos, a densitometria utiliza o T-score, que compara a densidade com a de adultos jovens. Valores iguais ou superiores a -1 são considerados normais; abaixo de -1 e acima de -2,5 indicam osteopenia; iguais ou inferiores a -2,5, osteoporose. Antes da menopausa, a interpretação prioriza o Z-score, que compara a densidade com a de pessoas da mesma idade, e o contexto clínico.
O que explica a facilidade de algumas pessoas em estalar os dedos, enquanto outras não conseguem fazer o mesmo?
