Sete aldeias de etnia Guarani Mbya, da Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo, estão há ao menos 15 anos esperando para ter acesso regular e definitivo ao fornecimento de água potável e energia elétrica, informou o Ministério Público Federal (MPF). Uma liderança local disse ao Metrópoles que os povos do território lidam com a situação no “improviso”.
“Quando tem alguma emergência, a gente precisa fazer algum improviso para poder ajudar a população aqui”, disse Jefersom Xondaro, liderança do núcleo dois da aldeia Tekoa Itakupé, à reportagem.
Sem luz, principalmente à noite, as aldeias enfrentam problemas de segurança com a aproximação de pessoas de fora, em carros, e quase nunca identificadas. E, sem água, os povos recorrem às nascentes, cada vez mais sufocadas pela expansão de empresas imobiliárias na região e invasores (veja mais abaixo).
Reuniões discutem acesso à luz e água no território indígena
A Procuradoria Regional da República da 3ª Região tem realizado reuniões conjuntas nos territórios em parceria com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Enel, concessionárias de água e luz que atendem a região, para discutir o acesso ao saneamento e à energia elétrica nas aldeias.
Também participam dos encontros lideranças indígenas, gestores públicos, privados e pesquisadores da saúde, meio ambiente, abastecimento e saneamento, entre outros.
