Pesquisa da Embrapa e do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (USP/Cena) demonstrou que a árvore bordão-de-velho (Samanea tubulosa) apresenta várias vantagens ao ser usada em sistemas silvipastoris (SSP), que integram a produção pecuária com a florestal.
Um dos ganhos é o aumento da qualidade biológica do solo, o qual estoca mais carbono, mantém comunidades de microrganismos mais estáveis e com maior número de espécies.
O estudo faz parte da tese de doutorado de Henrique Nery Cipriani, pesquisador da Embrapa Florestas (PR), sob a orientação da professora Tsai Siu Mui, do USP/Cena, campus de Piracicaba.
Leguminosa nativa da América Tropical, a árvore ocorre em quase todas as regiões do Brasil, por isso tem ampla adaptabilidade no país. “Ela já era considerada uma das melhores espécies de árvore para a integração com pastagens, pois, além da sombra proporcionada ao gado, ela é capaz de fixar nitrogênio no solo e ainda produz frutos apreciados pelos animais”, conta Cipriani.
O pesquisador ressalta que, apesar de o aproveitamento madeireiro do bordão-de-velho não ser tão vantajoso, diferentemente do eucalipto, por exemplo, os vários benefícios promovidos pela leguminosa a tornam interessante para o pecuarista.
Estudo realizado na Amazônia
Realizado no campo experimental da Embrapa Rondônia, o trabalho começou em 2018 e analisou amostras de solo coletadas em 2022 e 2024.
