A Geap funciona na modalidade de autogestão, ou seja, é a própria instituição, e não uma seguradora comercial, quem administra o cuidado de seu público. Em vez de vender planos ao mercado em geral, a operadora existe para atender um grupo específico, como os servidores públicos, e não tem o lucro como objetivo: o que se arrecada é reinvestido na rede, no atendimento e em programas de saúde. Na prática, isso aproxima quem paga, quem usa e quem gere o plano, e explica por que uma autogestão pode crescer, ampliar a rede e ainda assim reduzir valores.
Mesmo assim, no período entre 2016 e 2022, a operadora enfrentou um ambiente particularmente desafiador, que agravou seu encolhimento no mercado de saúde.
Em 2023, isso mudou. A Geap passou a estancar perdas e o resultado aparece nos números: de 277 mil beneficiários em fevereiro de 2023 para 420 mil em agosto de 2026, um crescimento de 51,57% em menos de quatro anos. A carteira cresceu 9% em 2023 e cerca de 15% em 2024, as maiores taxas já registradas pela operadora.
Em 2026, os planos Basic e Class tiveram reajuste de 4,68%, abaixo dos indicadores de referência, e os valores foram reduzidos para beneficiários atuais e novos. No mesmo período, a carteira passou de 277 mil para 420 mil vidas, depois de mais de duas décadas de queda.
“Não houve mágica.
