A Volkswagen pretende congelar os salários de cerca de 660 mil funcionários em todo o mundo até 2030. A proposta faz parte de um plano de redução de custos da montadora alemã e provocou reação dos representantes dos trabalhadores. A informação foi publicada nesta segunda-feira, 19, pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e confirmada pelo conselho global de trabalhadores da empresa.
Segundo o conselho, informações internas indicam que a diretoria executiva pretende suspender os reajustes salariais pelos próximos quatro anos. A medida ainda não passou por negociação formal e integra a reestruturação conduzida pelo CEO Oliver Blume, que busca reduzir despesas e reorganizar as operações do grupo.
Plano prevê cortes em benefícios
De acordo com o Süddeutsche Zeitung, o congelamento salarial pode reduzir o poder de compra dos funcionários em cerca de 10% ao longo do período, considerando os efeitos acumulados da inflação.
A proposta também prevê mudanças na remuneração variável, nos pagamentos extraordinários e nos benefícios, além de cortes no quadro de funcionários. As novas diretrizes globais de gestão devem entrar em vigor no quarto trimestre, segundo o jornal alemão.
O conselho global de trabalhadores reagiu à possibilidade de congelamento e classificou a abordagem da administração como absurda. A entidade também afirmou esperar forte resistência à implementação do plano, que considera pouco realista.
