A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, anunciou nesta 2ª feira (19.out.2026) uma regra de transição de 2 anos para beneficiários do Bolsa Família que queiram buscar emprego formal ou abrir um negócio próprio.
A declaração foi feita em entrevista à rádio CBN Bahia e passou a ser usada por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como crítica contra Flávio. Aliados declararam que o senador iria “acabar com o programa em 2 anos”.
A proposta estabelece retorno automático ao benefício para quem tentar deixar o programa e não conseguir se manter no mercado de trabalho ou no empreendedorismo durante o período de 24 meses. O áudio da entrevista circulou entre apoiadores do petista no 2º turno.
O PT chegou a resgatar publicações antigas de Flávio Bolsonaro em que ele se referia ao programa de forma depreciativa como “bolsa-farelo”. Em uma publicação de 2011, o senador havia mencionado uma emenda a um projeto que propunha limitar a 2 anos o período de recebimento do benefício.
Ouça o áudio (48s):
Segundo Marques, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste atuariam como braços de apoio financeiro nessa transição, oferecendo crédito a pequenos empreendedores. A coordenadora também indicou que Flávio pretende criar o chamado “Ministério da Prosperidade”, voltado à concessão de crédito e capacitação para quem queira deixar o Bolsa Família.
