Elizabeth Holmes já foi a bilionária mais jovem do mundo. Em 2014, aos 30 anos, a empresária estadunidense estava no auge de seu império: chamada de ‘a próxima Steve Jobs’, era a fundadora e CEO da Theranos, empresa de biotecnologia avaliada em mais de nove bilhões de dólares, que prometia revolucionar o diagnóstico de doenças.
Com apenas algumas gotas de sangue, a Theranos dizia que seu exame, chamado Edison, seria capaz de detectar condições como câncer e diabetes de forma rápida, sem o incômodo das agulhas. A ideia era ambiciosa, e, se funcionasse como anunciado, poderia tornar os exames mais acessíveis, rápidos e baratos.
Holmes havia deixado o curso de bioquímica na Universidade Stanford em 2003, aos 19 anos, para criar a Theranos. Do lado de Ramesh Sunny Balwani, que seria seu parceiro nas próximas décadas, ficou conhecida pela sua imagem minuciosa, de voz grave e com blusas pretas de gola alta, que transmitia a seriedade de quem estava prestes a mudar o mundo.
Essa promessa, porém, logo deu lugar a um dos maiores escândalos corporativos dos EUA. Por volta de 2015, as pessoas começaram a questionar a eficácia da tecnologia da Theranos - que simplesmente não funcionava.
