Os Estados Unidos e Cuba trocaram acusações nas Nações Unidas nesta segunda-feira (19), depois que diplomatas americanos organizaram um evento com a presença de dissidentes cubanos, às vésperas da votação anual na ONU, prevista para a próxima semana, de uma resolução que pede o fim do embargo dos EUA à ilha.
O embaixador de Cuba na ONU, Ernesto Soberón Guzmán, e outros representantes gritaram com o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, no momento em que ele deixava o evento na sede da ONU. O encontro abordou alegações de violações dos direitos humanos pelo governo cubano.
As tensões entre as duas nações estão aumentando antes da votação da resolução, que não tem caráter vinculativo, mas que tem sido aprovada na Assembleia Geral da ONU por ampla margem todos os anos desde 1992, e em meio a uma pressão crescente decorrente de um bloqueio de petróleo imposto pelos EUA a Cuba.
“Espero que vocês… tenham notado os chamados diplomatas da embaixada cubana, que permitimos que estejam aqui em virtude de um tratado, assediando, gritando, intimidando e filmando não apenas nossos ex-prisioneiros políticos recém-libertados, mas também outras pessoas”, disse Waltz a repórteres em Nova York.
