O mercado físico do boi gordo permanece firme, sustentado pela oferta restrita de animais e pelas escalas de abate pouco confortáveis, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maioria das regiões pesquisadas.
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a necessidade de recompor as programações mantém os frigoríficos ativos nas compras e favorece a manutenção do viés de alta.
“Embora o movimento apresente intensidades distintas entre as praças, continuam sendo registrados negócios acima das referências médias, especialmente nas regiões em que a disponibilidade de boiadas é mais limitada.”
Preços médios da arroba do boi
São Paulo: R$ 384,13, na sexta: R$ 383,83
Goiás: R$ 369,46, na sexta: R$ 368,57
Minas Gerais: R$ 375,29, na sexta: R$ 373,76
Mato Grosso do Sul: R$ 372,95, na sexta: R$ 372,52
Mato Grosso: R$ 357,09, na sexta: R$ 352,57
Mercado atacadista
O mercado atacadista de carne bovina opera com preços inalterados. Em São Paulo, o quarto dianteiro permanece cotado a R$ 22,00 por quilo, enquanto o quarto traseiro segue em R$ 29,50 e a ponta de agulha em R$ 20,50.
A vaca casada continua precificada a R$ 24,50 por quilo. O equivalente físico do boi gordo ficou em R$ 380,85 por arroba, alcançando R$ 398,25 quando considerados couro e sebo.
“Na segunda quinzena, a demanda tende a apresentar maior acomodação, diante do menor apelo ao consumo e da perda gradual dos efeitos associados à entrada dos salários.
