As taxas dos DIs de curto prazo fecharam a segunda-feira (19) com variações modestas ante os ajustes anteriores, traduzindo a cautela do mercado na semana que antecede o segundo turno da eleição presidencial no Brasil, após novas pesquisas confirmarem uma disputa acirrada entre os candidatos.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries se firmaram em alta ainda pela manhã, com os investidores direcionando a demanda por ativos de maior risco, como as ações.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,87%, com baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 12,92% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,890%, praticamente estável ante 12,893%.
No início do dia, as taxas sustentaram baixas ao longo da curva, repercutindo novas pesquisas eleitorais e o debate promovido pela Band, na noite de domingo, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“O que hoje entra muito na conta do investidor, por óbvio, além da agenda de indicadores e do ambiente geopolítico, são as eleições, nas quais a gente teve aí pesquisas hoje mostrando vantagem do Flávio, mas uma vantagem marginalmente menor do que se tinha há algum tempo”, pontuou Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
