Cobras são famosas por seu comportamento curioso quando se sentem ameaçadas. Como já contamos aqui na GALILEU, existem espécies que se fingem de mortas e até mesmo soltam sangue pela boca para não virar jantar. Mas a cobra-de-junco-anã (Pseudorabdion longiceps) conseguiu inovar e trouxe uma técnica nova para a fuga: cambalhotas.
Comum no sudeste asiático, a espécie não passa dos 30 centímetros de tamanho. Na natureza, é improvável que animais de corpo alongado e sem membros, como braços ou patas, consigam fazer rolamentos, já que é impossível ter um eixo central para guiar o movimento. Mas a corajosa serpente dá seu jeitinho. Veja a cobra acrobata em ação no vídeo abaixo:
A cobra-de-junco-anã consegue atingir cerca de 13 km/h com os rolamentos, cerca de quatro vezes mais rápido do que sua locomoção quando está rastejando. Os resultados são fruto do trabalho de pesquisadores da Universidade de Toho, no Japão, e foram publicados na revista Current Biology nesta segunda-feira (19).
A engenharia da cambalhota
O estudo japonês teve como foco analisar cada movimento que as cobras faziam enquanto fugiam em rolamento. Para isso, os pesquisadores coletaram exemplares de algumas espécies de cobra para comparar seus comportamentos.
Eles montaram uma pista com 2,2 metros de comprimento, com duas câmeras posicionadas em ângulos diferentes, e estimulavam as cobras para que elas fugissem.
