Até onde Lula pretende ir com suas propostas eleitoreiras para conquistar mais quatro anos no poder? A cada semana surge uma nova promessa, um novo benefício ou uma nova maneira de distribuir recursos públicos como se o dinheiro pertencesse ao governante, e não aos pagadores de impostos.
O mais preocupante é observar a facilidade de anúncios com compromissos bilionários, mas sem que a sociedade conheça seus custos, suas consequências ou sua viabilidade. Entre tantas promessas apresentadas às vésperas das eleições, neste artigo vamos tratar “apenas” de uma delas: a proposta das passagens de ônibus supostamente gratuitas.
No dia 15 de outubro, apenas dez dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, Lula anunciou que enviaria ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir transporte coletivo gratuito aos fins de semana em todas as cidades brasileiras que possuem o serviço. A ideia seria financiar o benefício com recursos de emendas parlamentares, transferindo ao poder público uma despesa atualmente paga, ao menos em parte, pelos passageiros.
O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) estimou o custo da iniciativa em R$ 16 bilhões anuais, aproximadamente R$ 44 milhões por dia. A ideia de PEC ainda não tem detalhes de um modelo operacional, mas já se transformou em promessa eleitoral. E é justamente nessa distância entre anunciar um benefício e explicar quem pagará por ele que começam os problemas.
