O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) aguarda há mais de oito meses uma decisão do presidente Lula para preencher uma vaga de desembargador.
A lista tríplice foi formada em 5 de fevereiro e completa, nesta segunda-feira, 19, oito meses e 14 dias. A cadeira está aberta desde setembro de 2025, quando o desembargador Novély Vilanova se aposentou.
A escolha envolve uma disputa entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). De um lado, Flávio Dino e Gilmar Mendes apoiam o juiz federal Fausto Mendanha Gonzaga. De outro, Nunes Marques tenta viabilizar Henrique Cunha, seu juiz auxiliar.
Nunes Marques está enfraquecido na disputa. Em setembro, Oeste mostrou que o desgaste do ministro, em meio às repercussões do caso Banco Master e de uma operação no gabinete do desembargador Newton Ramos, seu aliado no TRF-1, ameaçava a candidatura de Gouveia. Na ocasião, fontes do Palácio do Planalto avaliaram que esse cenário poderia pesar na decisão de Lula e favorecer Mendanha.
Na votação que definiu a lista, Mendanha recebeu 31 votos, seguido de Itagiba Catta Preta Neto, com 27, e Cunha, com 24.
Os três nomes foram escolhidos entre 20 magistrados que concorriam à promoção pelo critério de merecimento. A decisão final cabe ao presidente da República.
O peso do TRF-1
Sediado em Brasília, o TRF-1 tem jurisdição sobre o Distrito Federal e 12 Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.
