As críticas à ala do STF (Supremo Tribunal Federal) vista como mais alinhada ao governo do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), perderam protagonismo nos discursos do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e de aliados dele neste segundo turno das eleições.
Flávio tem feito menos críticas nominais a Alexandre de Moraes e a Flávio Dino, por exemplo, embora ainda ressalte que o próximo presidente da República poderá indicar quatro ministros para a Corte e defenda que mudará o perfil dos nomeados, se eleito.
Na avaliação de integrantes do entorno do candidato, os ministros têm adotado uma postura mais discreta nas últimas semanas, com menos decisões consideradas polêmicas pelo grupo.
Aliados de Flávio avaliam que essa mudança também está relacionada ao deslocamento do centro da disputa jurídica para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que concentra as discussões ligadas diretamente ao processo eleitoral. Com isso, o Supremo deixou de ocupar o mesmo espaço no discurso político da campanha bolsonarista neste momento.
Outro fator apontado por interlocutores é o encerramento das eleições para o Senado. A composição da Casa para a próxima legislatura já foi definida, com forte presença e ganhos da direita.
Os senadores têm papel central em eventuais processos de impeachment de ministros do STF.
