BRASIL - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), adiou para depois do segundo turno das eleições a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A decisão ocorre após divergências no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a redução da maioridade penal e em meio à disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que foi informada por Alcolumbre de que não haveria sessões deliberativas nesta semana, que antecede a votação de domingo (25). Segundo ela, o presidente da Casa considerou mais adequado adiar as discussões por causa do período eleitoral.
“Ele me avisou e disse que como é semana pré eleitoral era melhor (adiar a votação)”, afirmou a senadora.
Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, líderes do Senado foram comunicados de que a semana seria dedicada apenas a solenidades. Com isso, parlamentares permaneceram em seus estados, alguns envolvidos em disputas pelos governos estaduais e nas campanhas presidenciais.
Maioridade penal provoca divergências
Na semana passada, aliados de Flávio Bolsonaro passaram a defender a inclusão da redução da maioridade penal no texto da PEC da Segurança. O líder da oposição no Senado e coordenador da campanha do senador, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma emenda para reduzir de 18 para 14 anos a idade de responsabilização penal em casos de crimes graves.
