O combate ao crime organizado exige mais do que grandes operações policiais e prisões em massa, segundo especialistas de segurança pública durante o IX Congresso Internacional IBSP-SP-2026 (Instituto Brasileiro de Segurança Pública), que teve como tema “Segurança, Cidadania e Ciência”.
O evento ocorreu na última sexta-feira (16), na sede do TJMSP (Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo), na região central da capital paulista. Divididas em quatro painéis, as palestras abordaram temas como formação policial, reformas constitucionais e legislativas, redes digitais e IA no combate a organizações criminosas e direito militar.
Ao longo dos debates, os profissionais dissertaram sobre o tema e apresentaram possíveis soluções para combater o problema. Entre as medidas defendidas estão a fiscalização de atividades que alimentam o comércio ilegal, a melhoria do sistema prisional e mudanças na forma como o trabalho policial é realizado.
O presidente do IBSP (Instituto Brasileiro de Segurança Pública), coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo Azor Lopes da Silva Júnior, afirmou que operações que ganham destaque pela apreensão de grandes quantidades de drogas não necessariamente produzem efeitos perceptíveis na segurança cotidiana da população.
Para Azor, a realização de grandes operações não é suficiente para demonstrar que a população está mais segura.
