O g1, principal portal de notícias do Grupo Globo, admitiu nesta segunda-feira, 19, que cometeu um erro ao publicar a notícia de que, em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) a partir de janeiro de 2027, beneficiários do Bolsa Família seriam desligados do programa depois de 24 meses mesmo sem que tivessem conseguido um emprego.
A reportagem do g1 foi publicada às 10h48 desta segunda e corrigida pelo portal às 15h23. Na verdade, uma das coordenadoras econômicas da campanha de Flávio Bolsonaro, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, afirmou que haverá uma regra de transição de dois anos para o beneficiário abrir seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada - e um retorno automático ao Bolsa Família caso a iniciativa dê errado.
Segundo a ex-presidente da Caixa, que é um dos nomes cotados para comandar o Ministério da Fazenda caso Flávio Bolsonaro seja eleito, durante esse período o beneficiário do Bolsa Família continuará recebendo os valores do programa.
Como funciona
Atualmente, a regra de transição do Bolsa Família permite a permanência temporária de famílias que tiverem aumento de renda. Ao entrar na regra de proteção, mesmo quando a renda da família ultrapassa R$ 218,00 por pessoa, ela não é imediatamente excluída do programa. A família pode continuar recebendo 50% do valor do benefício que recebia antes, por um período de até 18 meses.
