Restos mortais de cães que viveram há mais de 1.200 anos, período anterior à ascensão do Império Inca, foram encontrados em um sítio arqueológico no Peru. A descoberta reúne restos mortais mumificados naturalmente, aspectos esqueléticos incomuns e até pistas de como os animais eram tratados.
O achado foi publicado no Journal of Anthropological Archaeology em junho deste ano e é a primeira evidência física desses animais encontrada no Castillo de Huarmey, o único sítio arqueológico do Império Wari descoberto até agora na costa norte do país.
Os cães peruanos são uma raça indígena com características singulares por não possuírem pelos, terem corpos esguios e orelhas pontudas. Geralmente aparecem em cerâmicas feitas por sociedades antigas da costa andina.
O que revelaram os restos mortais dos cães peruanos
As escavações revelaram 341 ossos de cachorros que podem ter pertencido a cerca de 19 animais, sendo um deles um macho que está mumificado por completo.
A datação da descoberta foi feita por meio de radiocarbono, e os pesquisadores descobriram que o macho possui pelo menos 1.200 anos, tornando-se o exemplar mais antigo encontrado até agora.
Também foram achados, junto a um artesão da elite apelidado de “Mestre Cesteiro”, ossos de um filhote de aproximadamente seis a oito semanas de idade.
