A combinação de fertilizantes minerais e bioinsumos reduziu em 5,25% a intensidade de carbono por saca de soja e elevou em 8,8% a produtividade em ensaios realizados na safra 2024/25. Os resultados fazem parte de um estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas), patrocinado pela Mosaic e pelo Itaú, que avaliou o potencial de tecnologias híbridas para a nutrição vegetal.
A Mosaic é uma multinacional americana de fertilizantes que, em meio às dificuldades do setor, tem intensificado sua estratégia com bioinsumos.
Nos experimentos, a produtividade média passou de 57,8 sacas por hectare, com o uso convencional de MAP (fosfato monoamônico), para 62,1 sacas por hectare com a aplicação de MAP revestido com um produto bioinsumo da Mosaic. A intensidade de carbono caiu de 20,97 quilos de CO₂ equivalente por saca para 19,87 quilos.
Apesar da redução das emissões por unidade produzida, o levantamento não identificou queda nas emissões absolutas por hectare. O resultado indica que, nas condições avaliadas, o aumento da produtividade diluiu a intensidade de carbono associada à produção de cada saca, sem reduzir o volume total de emissões na área cultivada.
Os ensaios ocorreram em quatro regiões produtoras de soja: Sorriso (MT), Goiânia (GO), Selvíria (MS) e Botucatu (SP). A pesquisa comparou a aplicação exclusiva de MAP com diferentes doses do fertilizante mineral revestido com a tecnologia biológica Powercoat.
